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Política, Saúde, Esportes, Odontologia, Dor Orofacial e DTM… e o que mais rolar!!! Confiram.

Archive for the ‘Odontologia’ Category

Velhas ferramentas, novos meios!!!

Bom dia pessoal, muitas vezes temos algumas ferramentas a nossa disposição e acabamos não usando, por serem tão corriqueiras que nem lembramos delas.

Estamos desenvolvendo um novo conceito para gerenciamento de consultórios à partir da Tecnologia da Informação, no ano que vem teremos novidades interessantes, não importa o seu tamanho, nem o seu computador, basta você existir e querer o que a informática pode te dar, TUDO.

Para este ano, ja estamos disponibilizando meios de comunicação direta com seu paciente e contatos, baratos, rápidos e eficazes, que estão ao seu lado, no seu dia-a-dia, e talvez você não tivesse percebido, ou ainda, achasse que era extremamente compicado para você, os torpedos via celular e os e-mails.

Estou a disposição para tirar suas dúvidas através do contato@leonardotrench.com.br, e tenha certeza é muito mais barato, e simples do que você imagina, e tão eficaz que você não pode nem imaginar, ainda!!!!

Entre em contato.

Atenciosamente

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  • Tomei a liberdade de postar na íntegra o texto do amigo Reynaldo, dada a toa a sua profundidade do mesmo, no site http://rlmjdtm.ning.com.

    Mas o pior é ver que aqueles que deveriam estar preocupados em nos defender, já que se candidataram e se elegeram para isso, quer nos fraquíssimos sindicatos, nos conselhos e nas associações, ao invés de se apresentarem, preferem imaginar o mundo girando ao redor de seus umbigos, embebidos em suas soberbas, acreditando que são realmente importantes para a classe.

    Superior Tribunal de Justiça: ortodontia é obrigação de resultado.

    Ortodontista tem obrigação de resultado com tratamento de paciente
    A responsabilidade do ortodontista em tratamento de paciente que busca um fim estético-funcional é obrigação de resultado, a qual, se descumprida, gera o dever de indenizar pelo mau serviço prestado. A decisão é da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Um profissional do Mato Grosso do Sul não conseguiu reverter a condenação ao pagamento de cerca de R$ 20 mil como indenização pelo não cumprimento eficiente de tratamento ortodôntico.

    A ação foi ajuizada por uma paciente que alegou fracasso de procedimentos realizados para correção do desalinhamento de sua arcada dentária e mordida cruzada. Na ação, a paciente pediu o ressarcimento de valores com a alegação de que foi submetida a tratamento inadequado, além de indenização por dano moral. A extração de dois dentes sadios teria lhe causado perda óssea.

    Já o ortodontista não negou que o tratamento não havia conseguido bons resultados. Contudo, sustentou que não poderia ser responsabilizado pela falta de cuidados da própria paciente, que, segundo ele, não comparecia às consultas de manutenção, além de ter procurado outros profissionais sem necessidade.

    O ortodontista argumentava, ainda, que os problemas decorrentes da extração dos dois dentes – necessária para a colocação do aparelho – foram causados exclusivamente pela paciente, pois ela não teria seguido as instruções que lhe foram passadas. Para ele, a obrigação dos ortodontistas seria “de meio” e não “de resultado”, pois não depende somente desses profissionais a eficiência dos tratamentos ortodônticos.

    Em primeira instância, o profissional foi condenado a pagar à paciente as seguintes quantias: R$ 800, como indenização por danos materiais, relativa ao valor que ela pagou pelo aparelho ortodôntico; R$ 1.830, referentes às mensalidades do tratamento dentário; R$ 9.450, valor necessário para custear os implantes, próteses e tratamento reparador a que ela deverá submeter-se; R$ 8.750, como indenização por danos morais.

    Obrigação de resultado

    O relator do caso, ministro Luis Felipe Salomão, afirmou que, na maioria das vezes, as obrigações contratuais dos profissionais liberais são consideradas como de meio, sendo suficiente atuar com diligência e técnica para satisfazer o contrato; seu objeto é um resultado possível. Mas há hipóteses em que é necessário atingir resultados que podem ser previstos para considerar cumprido o contrato, como é o caso das cirurgias plásticas embelezadoras.

    Seguindo posição do relator, a Quarta Turma entendeu que a responsabilidade dos ortodontistas, a par de ser contratual como a dos médicos, é uma obrigação de resultado, a qual, se descumprida, acarreta o dever de indenizar pelo prejuízo eventualmente causado. Sendo assim, uma vez que a paciente demonstrou não ter sido atingida a meta pactuada, há presunção de culpa do profissional, com a consequente inversão do ônus da prova.

    Os ministros consideraram que, por ser obrigação de resultado, cabe ao profissional provar que não agiu com negligência, imprudência ou imperícia ou, ainda, que o insucesso do tratamento ocorreu por culpa exclusiva da paciente.

    O ministro Salomão destacou que, mesmo que se tratasse de obrigação de meio no caso em análise, o réu teria “faltado com o dever de cuidado e de emprego da técnica adequada”, impondo igualmente a sua responsabilidade.

    O tratamento tinha por objetivo a obtenção de oclusão ideal, tanto do ponto de vista estético como funcional. A obrigação de resultado comporta indenização por dano material e moral sempre que o trabalho for deficiente, ou quando acarretar processo demasiado doloroso e desnecessário ao paciente, por falta de aptidão ou capacidade profissional. De acordo com o artigo 14, parágrafo 4º, do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e artigo 186 do Código Civil, está presente a responsabilidade quando o profissional atua com dolo ou culpa.

    A decisão da Quarta Turma, ao negar pretensão do ortodontista, foi unânime.

    Coordenadoria de Editoria e Imprensa

    A verdade, sempre será verdade!!!

    Desculpem meus amigos, apesar de alguns não virem a entender, mas os que precisam entenderão, e como Homem que sou, publico o que penso e falo, para que não hajam dúvidas, afinal as dúvidas são o elixir da arrogância e da ditadura. Mas em poucas palavras, quero resumir o que levei várias linhas tentando explicar.

    Prefiro os fatos que apontam as verdades, às omissões que respaldam as mentiras.

    Vamos em frente!!!!

    abração a todos

    Canalha Profissional!!!!

    Antes que me critiquem os mais idiotas, canalha quer dizer simplesmente pessoa desprezível.

    Mais um livro do postulante a worse seller da odontologia, se apresenta com o Título Deus nos livre dos Dentistas, nele o canalha aponta 80 razões para não se ir ao dentista, fantasias ilusórias ou muitas vezes razões reais colocadas de maneira dracolesca por um vampiro profissional que por não ter conseguido se colocar na profissão prefere atirar pedras fétidas, que assim ficaram por terem passado por suas mãos, naqueles que fazem desta uma das melhores odontologias do mundo. Ainda bem que a população de hoje não é tão míope cerebral como era a alguns anos atrás, quando este indivíduo lutava para  tentar ser gente.

    Não citarei o nome daquelezinho aqui, por não querer fazer propaganda do mesmo, e não comprarei o livro, ja que luto para que seja um worse seller, e não teria estômago como o Amigo Inácio Ribeiro, que leu até a vigésima quinta página, meu amigo, vc tem estômago de avestruz.

    Prezado Amigo Inácio Ribeiro, tens meu total apoio para escrever o Deus Salve os Dentistas.

    Colegas, espero que tenham entendido o porque do artigo anterior sobre Corporativismo.

    Abraço a todos

    Não há como negar, o corporativismo existe em vários níveis, em todas as profissões, o problema é que alguns exageram e outros existem negativamente.

    Permitam-me explicar, antes de me criticarem. Esta semana uma manifetação de moradores de um bairro em Salvador, bloqueou uma rua, impedindo várias pessoas de usufruir de seu direito de ir e vir, não vou discutir esse assunto hoje, pois acho muito errada essa forma de protestar, mas vamos discutir os ocorridos.

    De repente, no meio do protesto, surge um homem com uma arma não, liberando passagem para o carro do qual ele havia saído. Um absurdo, divulgado em vários jornais através de um vídeo filmado por algum manifestante. Um dia depois o sujeito passou a ter nome e profissão, era um policial militar que neste dia estava fora de escala (exatamente isso, fora de escala, começa ai minha explanação sobre corporativismos).

    Primeiro ninguém está fora do trabalho, afinal ele é policial 24 horas por dia. Nesta manhã, no jornal da rede bahia, o Major PM responsável por treinamentos na academia de polícia militar da  BA, deu algumas explicações que coloco em tópicos, abaixo, para facilitar:

    1- O policial deve ter pulado alguns itens do protocolo, pois antes de lançar mão da arma de fogo, primeiro ele teria que usar outras formas de abordagem, PORÉM, o vídeo não mostra se antes disso o policial tentou usar estas outras maneiras, então não pode ser crucificado agora, ’~ao necessárias averiguações dos fatos e do CONTEXTO;

    2- Durante todo o período o policial se manteve calmo na condução da situação;

    3- Durante todo o período o cano da arma foi mantido para baixo, nunca apontada para alguém;

    4- Durante todo o período o dedo do policial ficou ao lado do gatilho, nunca dentro;

    5- A situação será averiguada para que se tomem as devidas providências, e até lá, o policial está afastado das ruas em trabalho administrativo.

    Uma reflexão simples destas declarações, me fez refletir no tema, e pensar em minha categoria, a odontologia, e é claro, quando falamos de maneira generalizada, sempre estamos sendo injusto com aqueles grupos que não se sujam com  o lodo dos demais.

    Está claro que o responsável pelos treinamentos discorda do modo de ação do policial, mas antes de expô-lo aos lobos vorazes da crítica popular oportunista e irresponsável, exalta as ações corretas apesar dos erros, tentando apontar ações positivas, mesmo na situação principal negativa ocosionada de maneira preciptada. Mostra que este não é o momento de julgar, e sim de averiguar.

    Muitas vezes, com nossos colegas, vemos exatamente o contrário, colegas são acusados, julgados, condenados, sentenciados e executados, em questão de minutos, mesmo quando o acusador é “fichado”, não falo por parte do conselho não, que as vezes é até lento demais, talvez pela demanda, talvez por um possível corporativismo, falo pelos colegas que se escondem em um anonimato tolo buscando abarcar mais uma mísera fatia de mercado, sem perceber que o fortalecimento da classe é o mais importante, que ao invés de buscarmos abocanhar uns pacientes, podemos conscientizar uma população inteira de que somos profissionais de saúde, importante na manutenção da vida.

    O pior é pensar que alguns dos que estão à frente de entidades de classe que deveriam lutar pela dignidade da profissão, afogam-se na soberba de seus atos e títulos furtivos, deixando-se passar sua real função, cobrando dos colegas, que refletem os atos uns dos outros, de fazer o que eles deveriam estar fazendo. Mais doído ainda é pensar que talvez um deles fosse o responsável pelo vídeo delator, que seria enviado de maneira anônima para os tais lobos da impresa.

    Corporativismo  Consciente, não é fechar os olhos para os erros dos pares, mas sim, buscar ser justo, protegendo, principalmente, aqueles que são injustuçados aos serem fritos na mesma frigideira suja existente no fogão de todas as classes profissionais. É buscar avaliar as situações dentro de um contexto, e se colocar no lugar do outro, não na comodidade do safá da sala, mas sim nas dificuldades vividas nos momentos prévios aos fatos.

    Bom dia a todos!!!

    Problemas da falta de politização da classe!!!

    Mais uma vez sou obrigado a conclamar os dentistas a pensarem um pouco mais em política, e não comprarem idéias prontas dos outros. Hoje quando abri meu facebook, algo que faço pouco, tenho lutado para não aprender a usar aquilo, mas é cada vez mais difícil, me deparei com algusns colegas publicando no seu mural a seguinte mensagem:
    QUEREMOS CONTINUAR MORANDO EM SALVADOR!… Sr. Prefeito João Henrique – QUEREMOS SEGURANÇA!”—-Até domingo dia 07/08, sempre que ler esta frase no mural de alguém clique em “CURTIR” assim a manifestação crescerá rápido e durará mais tempo. Vamos mostrar para nossos governantes o impacto que podemos causar com um gesto simples (copiar e colar).

    Meu Deus do céu, qual é o prefeito nesse país responsável por segurança pública? É necessário se entender que esta é uma questão da esfera estadual. Esse é um grande mal sabemos o por quê de reclamarmos, mas não sabemos nem como, nem quando e nem aonde!!!!

    Por favor colegas, vamos sair desse sala escura aonde se encontram aqueles que insistem em falar que não querem saber nada de política, são nossas vidas que estão em jogo, é nosso futuro e presente que está sendo apostado a cada dois anos!!!!

    O máximo que um prefeito pode fazer para a segurança pública, diretamente é iluminar a cidade (e haja banho de luz em Salvador), ou criar locais de interação social aonde hoje o submundo atua, e Salvador já tem 625 praças, é a cidade que tem mais praças em todo o mundo.

    Vamos lá pessoal, se queremos ser reconhecidos, precimos ser respeitados, participem, procurem e perguntem, afinal a pergunta é a arma fundamental dos grandes, basta ver o quanto o maior mestre de todos os tempos ensinou apenas com pergutas.

    Bom Domingo!!!

    Um movimento que precisa tomar corpo!

    Bom dia a todos!!!

    Cada vez mais colegas se mostram favoráveis à causa da odontologia politizada, achei muito bom o e-mail que recebi do Dr. Porto (Presidente da ABO-CE e do CDN da ABO Nacional), que transcrevo partes abaixo, pois são muito esclarecedoras da vontade que um dia esperamos se torne realidade:

    “Precisamos de pessoas … para incutir nas mentes dos colegas de profissão que podemos ter pessoas honestas e que podem fazer algo por nossa categoria. Se são parlamentares ou de entidades não interessa, interessa sim se temos um sonho em comum: dignidade para os Cirurgiões Dentistas.

    Temos que colocar nas cabeças dos que compõem nossa categoria que este é o caminho: UNIÃO.

    Não vamos almejar o que queremos se nossas mentes não alcançarem que estamos fragilizados e pouco estruturados para enfrentarmos lobbies de categorias fortes e que conseguem impor suas políticas corporativistas.”

    Esta é a visão que precisamos buscar enquanto CLASSE, de que se trabalharmos juntos, articulando nas nossas bases podemos conseguir o que alguns consideram inatingível. Ja tivemos a prova disse dentro da ABO, não é Porto?

    Cadê a proposta do Dentista na UTI, da Equiparação Salarial e tantas outras envolvendo nossa classe, porque demoram tanto, será que nunca iremos nos perguntar?

    Temos nos quadros da Odontologia Brasileira uma pessoa que, pelo seu trabalho, tem que ser lembrando para sempre nos anais da profissão e da saúde pública, Dr. Gilberto Pucca, um visionário, que quando encontrou o apoio necessário, soube transformar a realidade da saúde bucal do brasileiro, e ainda tem muito a fazer.

    Porque muitos gestores não estão dando o valor que o Brasil Sorridente deve ter, mesmo com esse trabalho maravilhoso? Não iremos nos perguntar? Em maio, realizamos na ABO-BA o I Encontro de Gestores em saúde Bucal e Cirurgiões Dentistas da BA, com a Presença (escrita com letra maiúscula propositalmente) do Dr. Pucca, 115 participantes, 90 destes, do interior.  Sim, foi um sucesso, mas também há que se refletir sob outro panorama, o de que estamos em um estado com 417 municípios.

    O que faltou para que os Secretários de Saúde ou mesmo os Prefeitos de outros municípios atentassem para o evento e enviassem os responsáveis pela saúde bucal em suas localidades?

    Elenco abaixo algumas das possíveis respostas com as devidas réplicas a elas:

    1- Não houve divulgação – Todos, eu disse todos os municípios receberam cartas, e-mails e telefonemas diretamente da ABO-BA, além da SESAB, CONASS e CONASEMS, parceiros importantíssimos para o sucesso do evento

    2- Não houve mídia – o evento foi divulgado em praticamente todos os meios de comunicação da capital baiana, através da assessoria de imprensa contratada especificamente para este evento

    3- Não houve apelo – um dos principais temas foi a captação de recursos junto ao ministério da saúde (nem vou comentar esse).

    Mas a resposta certa é a seguinte: NÃO TEMOS ARTICULAÇÃO. Se foi difícil para mim, diretor da ABO-BA há mais de 6 anos, aprovar o evento dentro da casa, que é a entidade que deve lutar pela profissão, o que pensar dos que estão do lado de fora?

    Será que nunca iremos nos perguntar, o que falta para nós sermos CLASSE? O que falta para nos sentirmos representados? Qual dos colegas se sente representado pela bancada da saúde?

     Meu Deus, por que não abrimos os olhos e  a mente para entender que fazemos política 24 horas por dia, em tudo o que trabalhamos e vivemos. Política não tem que ser algo de outro mundo e se há pessoas que têm vocação para a política classista, apoiemos, se para a partidária, apoiemos, mas com foco, com responsabilidade, pois apoiar, não quer dizer aceitar, mas sim sugerir, discutir e cobrar, da maneira correta e no momento exato.

    Pior é que escrevendo isso, sei que quando alguns estiverem lendo, neste ponto ja terão críticas ferinas para lançar a mim, mas como escrevi na página das frases, usando a inteligência de Norman Vincent, “O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica.”, eu estou fora dessa turma, e, para você, colega, digo apenas que não me sinto nenhum guru, nem descobridor dos sete mares, apenas alguém que sente falta de se sentir representado.

    Obrigado pessoal, um ótimo dia para todos!!!!!!!!!!

    A Arte de Diagnosticar

    Certa feita, fui convidado pelo Dr. Atson, grande professor de anatomia, para escrever um capítulo sobre Diagnóstico da Dor Orofacial. Infelizmente, até hoje não sei o por quê, esse projeto, ja quase pronto, acabou não vingando.  Mas gostaria de colocar aqui uma parte do que escrevi, afinal para mim diagnosticar é uma arte, é fascinate, é apaixonante.

                  Segundo o dicionário Aurélio, diagnóstico pode ser definido como o “conhecimento ou determinação duma doença pelo(s) sintoma(s), sinal ou sinais e/ou mediante exames diversos (radiológicos, laboratoriais, etc.).”(FERREIRA2004) Portanto, se estivermos pensando em realizar um diagnóstico, é fundamental que obtenhamos o máximo de informações a cerca daquilo que se pretende entender, mas porque diagnosticar?

                Infelizmente somos exaustivamente treinados a realizar tratamentos, sejam eles simples, ou os mais complexos, isso pode ser comprovado quando observamos as grades curriculares dos cursos de graduação e pós-graduação, ou ainda as grades científicas dos congressos, simpósios e outros. Sempre o tratamento impera em todos os momentos científicos tanto aqui quanto no exterior, exceto nos eventos específicos de diagnóstico.

                Porém, como diria o ex-presidente americano Abrahan Lincon, “se tivesse seis horas para derrubar uma árvore, passaria as quatro primeiras amolando o machado.” Através deste pensamento simples, porém profundo, podemos materializar a importância do diagnóstico no nosso dia-a-dia clínico, e que devido aos apelos diários de tempo, necessidades financeiras, perspectivas dos pacientes, muitas vezes deixamos um pouco de lado, e acabamos nos debruçando em retrabalhos, ou pior, trabalhos que não atinjam o objetivo de excelência que todos nós nos propomos quando adentramos na área de saúde.

                É fundamental que tenhamos sempre à mente um caminho lógico a seguir, frente a qualquer problema a se resolver, seja ele clínico ou referente a qualquer outra seara, temos que trilhar sempre uma seqüência lógica na resolução dos casos, e nada pode ser pensando, por aquele que espera um resultado de excelência em seus objetivos, que se distancie de: diagnóstico, tratamento e reabilitação,

                São inúmeros os exemplos de pacientes portadores de próteses totais queixosos de dor orofacial (DOF) que ao adentrarem a um consultório odontológico com esta queixa como principal recebem como hipótese de tratamento a substituição das próteses, ora, isso não seria reabilitação? Ou para alguns menos catedráticos, um tratamento? Qual o diagnóstico, em que esta prótese poderia estar envolvida? Poderíamos estar frente a uma dor neuropática causada por um neuroma traumático relacionado às extrações? Se houver uma compressão, em que a troca pura e simples das próteses irá mudar o destino da paciente? Não poderia haver um resto radicular causando tal sintomatologia? Muitas perguntas mais poderiam ser pensadas para este simples caso, imaginem no universo de situações que o clínico passa todos os dias. Portanto, frente a uma queixa de dor o Profissional deve dissecar as possibilidades, tomando cada uma das atitudes que venham a ser necessárias sempre com um intuito bem definido, mesmo que sua suspeita não se confirme, serviu para eliminar uma possibilidade.

                A idéia deste capítulo não é discutir exaustivamente as questões fisiopatológicas, histológicas ou epidemiológicas, mas um conhecimento básico nestas áreas é de fundamental importância para aquele que deseja se aventurar no lidar com pacientes queixosos de DOF ou disfunção temporomandibular (DTM), e vale lembrar que a dor orofacial mais comum é o dor de dente, e do clínico que terminar a leitura do capítulo, o mínimo que podemos esperar é que deste momento em diante, deixe de encarar uma “simples dor de dente” como algo tão simples assim, já que uma série de fatores podem ser responsáveis por elas, como cáries dentárias, enxaqueca, uma dor cardíaca, dores musculares, ou questões psiquiátricas importantes.

                Questões muito mais complexas podem estar relacionadas a estas questões ditas como simples vários trabalhos na literatura demonstram que dores de dente e em outras estruturas bucais podem estar relacionadas a neoplasias diversas em áreas que não a especificamente a boca. Portanto, precisamos ter sempre em mente que, já que tumores bucais podem não se apresentar através de dores na boca, porém, outros tumores letais, muitas vezes, têm como principal, ou primeira, queixa dos pacientes a dor em regiões orofaciais, e que nestes casos, o dentista será procurado muito antes que o oncologista, tendo condições de salvar vidas, ou minimizar sofrimentos, fazendo valer o título que lhe foi outorgado de Profissional de Saúde.

                É fundamental para o clínico que se depara com queixas álgicas, principalmente as crônicas, entender que, para que se inicie o processo de diagnóstico, um ponto básico para qualquer decisão que venha a ser tomada deste momento em diante, é a compreensão de que local da dor, constitui-se na região corporal apontada pelo paciente como sendo a que a dor é sentida, e origem da dor, é a região corporal afeta que origina a queixa, e que a não correspondência destas duas regiões é muito comum, portanto, buscar estas duas regiões é primordial para que se obtenha sucesso.

    Mister colocarmos também que a região de cabeça e pescoço compreende área de atuação de vários profissionais, portanto, por se tratar de um livro direcionado, principalmente, à classe odontológica, nos ateremos principalmente as dores relacionadas às Articulações Temporomandibulares (ATMs)  e aos músculos mastigatórios, porém, as características principais das outras dores que acometem esta nobre região também serão citadas, na intenção de auxiliar o diagnóstico do clínico no seu dia-a-dia, já que entendemos que apesar de não ser da competência originária do Cirurgião Dentista (CD) tratar as dores vasculares ou neuropáticas, mesmo que na região de cabeça e pescoço, o conhecimento das características destas é fundamental para o correto diagnóstico, não só destas, mas das outras dores que por ventura venham a ser alvo da queixa de nossos pacientes, além do fato de que diagnosticá-las, ou pelo menos definir quais as estruturas estariam envolvidas com a queixa do paciente,  pode e deve ser responsabilidade do CD que pretende lidar com estes, ou mesmo daquele que na sua prática diária, execute outras especialidades.

                 Um caso que exemplifica bem o último parágrafo ocorreu no Ambulatório de DOF e DTM da UniABO da ABO-BA (AMBDOF). A paciente relatava que procurou seu CD devido a uma dor contínua oscilante na região infraorbitária direita disto-inferior ao forame infraorbitário. Após examinar a paciente apenas intraoralmente, o profissional propôs a substituição da restauração que havia no elemento 14. concluído este procedimento a paciente apresentou dois a três dias de melhora voltando ao consultório com a mesma queixa, e lhe foi proposto o tratamento endodôntico da unidade. Cerca de três a cinco dias de melhora e a mesma retorna ao consultório com a mesma queixa e a exodontia é proposta e realizada.

    No procedimento de remoção da sutura, segundo ela, realizada uns dez dias após a cirurgia, a paciente continua a se queixar das mesmas dores. E a mesma seqüência é proposta e realizada para a unidade 15, porém, neste caso, o colega não obteve o mesmo êxito no ato operatório, que levou um grande tempo, e culminou em uma alveolite seca, que segundo a paciente era terrivelmente dolorida.

                Passados os tormentos desta afecção, a paciente retorna ao consultório, não mais para se queixar apenas daquela dor relatada no início, mas agora, além desta tem ainda um choque, que aparece esporadicamente várias vezes ao dia, levando a paciente a um grande desespero, e para a surpresa dela a proposta foi a exodontia do dente 17, já que o 16 já havia sido perdido, porém desta vez a paciente não exitou em se negar à proposta funesta e foi encaminhada ao AMBDOF.

    Na primeira consulta, durante os exames de rotina, pôde-se observar que a palpação do músculo masseter levava a um aumento da dor contínua, a dor inicialmente relatada pela paciente ao seu CD, após o bloqueio anestésico do mesmo, a dor era debelada por completo, deixando-a padecer apenas da dor paroxística em choque. Partiu-se para a anestesia da região intra-oral, iniciando-se pelo bloqueio superficial gengival da região do dente 15, o que não modificou o padrão doloroso, que só foi debelado com o bloqueio mais profundo, o mesmo que se utilizaria para anestesiar a unidade retirada.

                Com estes dados colhidos pelos exames, tanto anamnese quanto exames clínicos de palpação e bloqueios, pudemos diagnosticar a paciente como sendo portadora de Síndrome Dolorosa Miofascial referindo dor do masseter para a região de pré-molares superiores, e portadora de dor neuropática causada por um neuroma de amputação gerado pelo segundo ato cirúrgico, a exodontia do dente 15.

    Os tratamentos fisioterápicos para a musculatura foram realizados e mais dois procedimentos cirúrgicos necessitaram ser realizados pela equipe de cirurgia da ABO-BA para resolver a questão neuropática e para a instalação de uma peça protética na paciente. Portanto, é clara a negligência da seqüência terapêutica básica que sugerimos acima, pois primeiro foi realizada uma opção de tratamento, sem que houvesse certeza do diagnóstico.

    É em cima desta idéia, de que “simples dores” podem não ser tão simples assim, que trabalhamos nesse capítulo, liberando o clínico ou o especialista em outras áreas de grandes leituras de temas que poderiam lhe ser enfadonhos, mas resumindo-os de maneira a buscar uma relação com o dia-a-dia da clínica odontológica nas suas diversas nuances, além de não ser um exagero citar que o número de ações indenizatórias contra cirurgiões dentista vem aumentando muito no Brasil, o que reforça a necessidade do profissional estar sempre atento, mantendo seus prontuários em dia, já que o paciente é considerado um consumidor de serviços e, portanto, o dentista o fornecedor, e como tal responderá perante o código civil e o código do consumidor e o código penal. Importante citar ainda que a obrigação contratual se estabelece mesmo que de maneira verbal, e o artigo 951 do novo código civil, que trata desta situação trás a seguinte redação: “O disposto nos arts. 948, 949 e 950 aplica-se ainda no caso de indenização devida por aquele que, no  exercício  de  atividade  profissional,  por  negligência, imprudência ou imperícia, causar a morte do paciente, agravar-lhe o mal, causar-lhe lesão, ou inabilitá-lo para o trabalho.” (KATO2008). Além do fato exposto por VANRELL, citando que “desde que o profissional tenha agido de acordo com as normas e regras de sua profissão, tomando todas as providências razoavelmente exigíveis, vistas à melhoria da saúde oral do paciente, não se lhe poderá atribuir a prática de qualquer conduta passível de censura.” Porém, “ao contrário, se o profissional infringiu normas e regras de sua profissão, não tomando todas as providências que o caso exigia, com vista à melhoria da saúde do paciente, poderá ser responsabilizado pela prática de erro odontológico.” (VANRELL2002).

    Dentistas Políticos ou Políticos Dentistas?

    Não da mais para pensar na odontologia feita por profissionais que saem de suas casas vão ao consultório e voltam para casa, dia após dia.
    Hoje, dentistas são empresários, funcionários públicos, gestores, e ainda são dentistas, mas também são pais, mães, motoristas, torcedores, etc, etc, etc.
    É interessante refletirmos como o dentista é contrário a questões políticas, se estamos falando de um COLEGA que atua em entidades de classe, é um aproveitador, que tenta um cargo político, é um explorador deslumbrado. Muitas vezes, ou quase sempre se esquece que esta se falando de um COLEGA.
    Ao declinarmos na aceitação desta idéia, declinamos contra nos mesmos. Nunca você se perguntou o por quê outras categorias conseguem leis, projetos, pareceres, emendas e outras questões de relevância para a manutenção das suas profissões, salários e condições de trabalho, enquanto nós dentistas ficamos sempre a mercê de ganhos gerais aos profissionais de saúde que venham a se estender para nossa classe?
    O que mais dói é saber que na maioria dos casos realmente nunca se perguntaram, ou seja, não estamos preparados para nos preparar para defendermo-nos, o que quer dizer que não estamos prontos nem para o começo desta batalha, que não irá acontecer, que já esta acontecendo há anos, e estamos à margem dela, brigando contra convênios, contra pacientes, contra nós mesmos.
    Dói saber que muitos que leram até aqui estão pensando que eu sou mais um querendo vender uma idéia, querendo colher os frutos apenas na minha sacolinha. Abre o olho COLEGA, estamos no mesmo barco, nas mesmas dificuldades, porém sempre de costas uns para os outros.
    Precisamos imaginar o poder que teríamos se cada estado elegesse um deputado federal dentista, apenas um, e temos COLEGAS em número suficiente para tal, teríamos uma bancada de 27 deputados, que estariam articulados com outros de outras bancadas, teríamos REPRESENTATIVIDADE e não apenas representantes, geralmente emprestados de outras representatividades.
    Poderíamos pensar em temas mais complexos como a valorização da categoria, em nível nacional e com qualidade, de maneira realmente impactante, precisamos entender que esse tipo de ação beneficia o dentista tido como comum, aquele que falei no começo do texto, o aluno dos diferentes níveis de formação, o servidor, enfim, todos os COLEGAS.
    Ano que vem teremos eleição para vereadores e prefeitos, esta nas nossas mãos, lutar pela profissão, ou simplesmente lutar na profissão.
    ABRA O OLHO COLEGA, ESTÁ TUDO NAS SUAS MÃOS, BASTA FAZER SUA PARTE, A ODONTOLOGIA CONTA COM VOCÊ!!!!!